Eu, quando tinha 17, já conhecia
muito mais coisas do que minhas amigas que conversavam sobre maquiagem e
absorventes e que meus colegas que se animavam com os shorts curtos da aula de
educação física. Talvez por isso tenha me cansado tão rápido daquele colégio de
freiras disfarçadas. Disfarçadas sim! Na minha imaginação elas usavam sinta
liga e se masturbavam antes de dormir.
Logo às sete e meia da manhã a aula
era de Matemática. Meu professor careca discorria há uma hora sobre os
polinômios enquanto minhas amigas bebiam cachaça em suas garrafinhas de “água”.
Eu fingia que prestava atenção na combinação de letras e números no quadro
negro quando um braço longo, forte e um pouco queimando do sol se levantou para
sanar uma dúvida. Ele fez o questionamento de forma muito inteligente e com uma
bonita voz. Admirei e fui tomada pelo pensamento: “Como aquele nerd cresceu
desde o segundo ano! Como é mesmo o nome dele?”
Na manhã seguinte, aula de história,
eba! Era entrega da única prova que eu sempre vou bem. E então o professor
começa a chamar: Artur Andrade. Antes que eu pensasse que tinha relembrado o
nome do nerd fortinho o professor chamou meu nome e acabei topando com ele no
meio da sala. Ele passava a mão na cabeça com um rosto apreensivo. Espiei a
nota dele e não hesitei em me intrometer.
- Fala sério Artur,
você é nerd. Olha a soma da prova e qualquer coisa fala pro professor olhar
suas questões de novo.
Ele me olhou assustado, como se eu
nunca tivesse falado com ele antes. Acho que nunca mesmo. Mas ele é quem estava
irreconhecível, parecia outra pessoa. E não aquele nerd de cabelos no ombro e
aparelho nos dentes. Parecia um homem.
No fim da aula, o corredor estava
lotado mas Artur deu um jeito de se aproximar de mim para agradecer. Sua nota
estava mesmo errada. Ao final do agradecimento sobrou um olhar sem palavras. Me
preocupei se ele sentia o cheiro de cachaça que vinha da minha boca mas ele
logo deu continuidade a conversa:
-
E então, você vai para o passeio amanhã?
-
Que passeio? – Questionei, atestando ima incompetência de acompanhar os
assuntos relacionados à escola.
- O passeio que ganhamos de
prêmio por ter ganhado a gincana da festa junina! Vamos!
- Ahh sim! Acho que vou sim! Vou
ver com as meninas se elas vão também!
- Ok! Nos vemos lá então!
No dia seguinte não queria levantar
da cama, mas meu telefone tocou muito cedo. Era uma das minhas amigas
perguntando quanto eu ia dar para a vaquinha da garrafa de vodka para a gente
levar para o clube. Ainda dormindo orientei ela a comprar uma vodka mais barata
para dar pra comprar uma carteira de cigarros também. Ela me xingou e falou que
ia comprar um derby para mim.
Cheguei atrasada na escola, e o ônibus já
estava quase de partida rumo ao clube. Minhas amigas me gritaram pra sentar no
fundo e me zoaram quando sentei do lado do Artur para perguntar, discretamente,
se ele também queria beber coma gente. Ele falou que ia ser ótimo, mas que não
ia beber muito.
Chegamos, sentamos em umas mesas
mais afastadas das piscinas movimentadas e misturamos vodka com refrigerante.
Quando eu estava fumando lá pelo meu quinto derby e já bem alta de tantos copos,
vejo Artur caminhando em nossa direção. Ele alertou pra gente esconder a bebida
e se dispersar, pois os professores já estavam desconfiando. Peguei minha bolsa
e guardei uma garrafa pela metade e os cigarros. Dispersamos. Minhas amigas
foram para a piscina e eu fui esconder a vodka nas churrasqueiras mais
escondidas em companhia de Artur.
Quando agachei para esconder a vodka
consegui captar o olhar dele em minhas pernas. Podia ter ficado calada, mas aquele
olhar tinha tanta vibração que eu podia sentir minhas pernas queimando. Não
hesitei novamente! Perguntei:
-Nunca
viu pernas não?
-
Como essas não. – Respondeu ele, me surpreendendo.
-Então
pra que só olhar? – Retruquei puxando sua mão para minha coxa direita e fazendo-o
agachar também. Senti sua mão tremer ao me tocar e fechei os olhos quando ele
me apertou. Quando abri, ele já estava com a boca bem perto e eu o beijei
tirando da posição desconfortável, sentei-o no chão e me encaixei em sua
cintura.
-
Eu nunca fiz isso – Ele tomou coragem e disse.
-Eu
sei – disse tirando minha blusa e em seguida a dele. Senti seu pau duro entre
as minhas pernas rebolei ainda mais vendo seu rosto se contorcer enquanto
puxava meus cabelos e chupava meus mamilos.
E em baixo daquela churrasqueira,
levantei rápido tirei meu short enquanto ele empurrava o dele para baixo junto
com a cueca e mostrava um belo pinto que nunca tinha sido tocado por ninguém.
Eu queria chupá-lo, mas ele disse que era melhor não, se não perderíamos o
melhor. Então me encaixei e ouvindo sua respiração profunda, gemi alto. Era
inevitável. Movimentei-me mais um pouco em busca de senti-lo dentro de mim e
então vi seus olhos apertarem e ele me abraçou forte. Era seu primeiro gozo
dentro de uma mulher.
Com muito carinho deixei-o encaixado
mais um pouco, abracei e disse que foi ótimo. Levantei, vesti minha calcinha e
meu short, sentei-me do lado e acendi um derby. E ele suplicou:
-Me
dá um gole dessa vodka.
Por Mariposa Apaixonada
Por Mariposa Apaixonada

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