sexta-feira, 17 de maio de 2013

Coco de maluco


A gente girava batendo o pé na terra tão forte que a nuvem de poeira começou a tomar conta da cena. Os tambores trovejavam um coco selvagem, daqueles hipnoticamente ensurdecedores. Eu estava em um frenesi tão grande que meus dedos começaram a latejar com as pancadas da sola do meu pé comprimindo o chão, marcando o tempo quase que por instinto. Mas o que se sentia quando tocava o chão é que ele também parecia mexer. Uma multidão de gente girava de forma randômica. A massa de corpos suados se movia como formigas tocadas a fogo do formigueiro, fugindo por vida. Era vida que eles procuravam, e eu também.
Foi nesse intuito que eu encontrei a Jura. Ela chacoalhava a saia com uma das mãos, enquanto a outra mantinha a mão na lombar, logo à cima daquele bundão bonito de dar gosto. Eu já tinha lá tomado umas pingas, e suava como se estivesse chovendo apenas em cima de mim. Ela sorriu abrindo a boca quando eu cheguei perto dela dançando meio torto, mas não sem alguma ginga. Parei quando a olhava de lado, e consegui sentir o calor emanar do corpo um do outro.
Já não haviam mais muitos pudores entre nós. Nos topamos em alguns encontros, ficamos algumas vezes e não nos vimos durante um longo tempo. Só haveria de encontrar ela agora, por coincidência, naquele encontro de povos tradicionais. E não havia oportunidade melhor, na verdade. Eu sempre cobicei me deliciar naquela coisa boa demais, agarrar bem aquelas coxas fartas, morder seu cangote e me esfregar naquela bunda maravilhosa de Jah!
Estava uma noite linda de céu estrelado sem lua. As parcas luzes de postes antigos competiam com a radiância do manto que se estendia sobre o céu da cidade. Aquele lugar tinha sua magia, com certeza, não era por acaso eu arrepiava de tanta euforia. Jura devia ter percebido minha leve embriaguez, porque começou a assoprar meu rosto e a rir de quando em quando. Eu ria com ela sem entender porque, mas de fato achava engraçado.
- Calor da porra, viu véi? – disse pra ela quando os tambores silenciaram durante algum tempo.
- Ahimaria, velhu, você ta achando isso aqui quenti, é? – me perguntou ela com prazer nos lábios. Empinou o nariz e sorriu – Lá em Maceió isso é uma noite de frio!
Eu ri com aquele sotaque alagoano tão naturalmente entoado. Ela riu também. “É sériu”, insistiu ela com a voz tão carregada de risos que denunciavam seu charme. Estendi a ela a garrafa de alguma cachaça artesanal que havia comprado na feira. Era feita no barriu de umburana, e descia rasgando como só as boas cachaças do Goiás descem. Gotículas de líquido amarelo escorregaram por entre seu pescoço, descendo por entre seus peitos e desaparecendo dentro da bata, ou confundindo-se com a camada de suor que não chegava a escorrer, mas a formar uma segunda pele liquida pelas vastas partes de seu corpo que não estavam cobertas. Dois, três, quatro goles, fíh, a mina num era brincadeira. Enxugou a boca com as costas da mão e me devolveu a garrafa rindo e piscando o olho esquerdo pra mim. Não contive o sorriso. Não contive a leve ereção, não mesmo.
- Bora torra um? – perguntei quando a música parou para trocar de grupo musical.
- Parei com a massa – disse ela sorrindo.
- Pff... rá! – brinquei e, percebendo que ela não estava brincando – pô, real? Então vamo ali pr’eu fumar e tu me faz compania, pira?
- É isso – disse, e tomou a garrafa de cachaça de novo da minha mão.
Seguimos uma das poucas ruas do vilarejo, observando as cores da cidade incrementadas por postes e balões de papel implodidos por pequenas lâmpadas elétricas. Uma multidão percorria inúmeras barracas, e aqui ou ali formavam-se rodas de gente musicando, bebendo, fumando e curtindo. Jura mesmo estava a rodopiar com as mãos para o ar, dançando para todos e para ninguém.
Tomei sua mão por um beco entre um conjunto de casas de alvenaria. Quando chegamos à encruzilhada, rodei-a pelo braço para que encostasse no muro e tomei a cachaça de sua mão. Tomei alguns goles, e ela me roubou a garrafa de novo.
- Vai, fuma logo esse negócio aí – disse ela fingindo birra.
Olhei-a com um sorriso incriminador e comecei a bolar o chosen. Traguei profundo umas duas vezes, mas ela tomou-o da minha mão, puxou uma profunda tragada e, antes que eu pudesse repreende-la por ser tão sacana, ela envolveu meu pescoço com o braço e me passou a fumaça com a boca. Atordoado, traguei, segurando as lágrimas que me subiram aos olhos por causa da ardência súbita que senti na garganta. Soltei a fumaça pelo nariz, mordi-lhe os lábios e voltei a tragar o beise, enquanto ela lambia meu pescoço com a ponta da língua. Puxei-a com cuidado pelos cabelos e coloquei o cigarro na boca dela. Afastei a cabeça para trás, ajeitei o cabelo e voltei a prensa-la contra a cerca de arame que cercava a casa.
As casas em volta estavam quietas, e estávamos iluminados apenas pelo amarelo de dois postes das ruas, que chegavam a formar pouco mais que uma penumbra. O chão de terra batida com pedra brita formava um pequeno caminho de formiga por entre as cercas das casas. Mania das cidades onde os caminhos são feitos para pessoas, não para carros.
Quando eu tentava fumar a ponta, ela já escorregava suas mãos por dentro da minha bermuda. Estremeci, mas quando me recobrei já estava duro. Ela começou a me masturbar devagarzinho, enquanto eu enchia sua boca com minha língua. Nossas respirações já estavam ofegantes quando girei-a para o muro. Levantei sua saia e coloquei meu pau por entre suas pernas. Ela rebolava, esfregando suas coxas envolta do meu pau. Quando não aguentávamos mais ela abaixou sua calcinha e se inclinou para frante, arrebitando a bunda. Desci até a sua buceta, afastando suas pernas e lambendo-lhe de baixo a cima. Ela arrepiou, rindo um pouco, mas logo entregou-se à seus gemidos quando penetrei-a devagar. Eu estava louco de tesão, mas me movia lento e paciente. Logo estava dando estocadas mais fortes. Ela se agarrava à cerca de arame, de cabeça abaixada, gemendo cada vez mais forte. Enfiei minhas mãos por dentro de sua camisa, agarrando seus peitos. Ela virou-se para me beijar por um instante e voltou a se apoiar na cerca. Retomei as estocadas, puxando seus cabelos, dando-lhe alguns tapas nas nádegas, me excitando com as ondas que aquele bundão produzia a cada impacto com a palma da minha mão.
Continuamos durante algum tempo nesse mesmo ritmo, até eu gozar, justo quando ela agarrava minhas nádegas com a unha. Estremeci durante algum tempo, tirei meu pau de lado e ela se abraçou à mim, ambos ofegantes. Acariciei-lhe os cabelos, mas antes que ela pudesse desistir de continuar, desci até sua bunda arrebitada e comecei a chupá-la. Ela inclinou a cabeça para trás, gemendo baixinho. Dez, quinze, vinte minutos se passaram sem que ela se mexesse mais do que botar a mão na minha cabeça, acariciando-me, e inclinando o quadril de vez em quando para frente e para trás. As vezes soltavam um "ohhh...", ou "isso...", e "que gostoso", "huuuuuum...". Eu me deliciava, sentindo o gosto de sua buceta, que variava entre ácido e salgado, mas extremamente delicioso. Ela gozou em meio à suor e puxadas violentas no meu cabelo, e enquanto suas pernas tremiam, abracei-a forte. Assim que recuperou fôlego, olhou pra mim, beijou-me e pediu sinceramente:
- Bote mais um aí velhu - e sorriu, doida.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Um cabaço para o espaço

Eu, quando tinha 17, já conhecia muito mais coisas do que minhas amigas que conversavam sobre maquiagem e absorventes e que meus colegas que se animavam com os shorts curtos da aula de educação física. Talvez por isso tenha me cansado tão rápido daquele colégio de freiras disfarçadas. Disfarçadas sim! Na minha imaginação elas usavam sinta liga e se masturbavam antes de dormir.

Logo às sete e meia da manhã a aula era de Matemática. Meu professor careca discorria há uma hora sobre os polinômios enquanto minhas amigas bebiam cachaça em suas garrafinhas de “água”. Eu fingia que prestava atenção na combinação de letras e números no quadro negro quando um braço longo, forte e um pouco queimando do sol se levantou para sanar uma dúvida. Ele fez o questionamento de forma muito inteligente e com uma bonita voz. Admirei e fui tomada pelo pensamento: “Como aquele nerd cresceu desde o segundo ano! Como é mesmo o nome dele?”

Na manhã seguinte, aula de história, eba! Era entrega da única prova que eu sempre vou bem. E então o professor começa a chamar: Artur Andrade. Antes que eu pensasse que tinha relembrado o nome do nerd fortinho o professor chamou meu nome e acabei topando com ele no meio da sala. Ele passava a mão na cabeça com um rosto apreensivo. Espiei a nota dele e não hesitei em me intrometer.

- Fala sério Artur, você é nerd. Olha a soma da prova e qualquer coisa fala pro professor olhar suas questões de novo.

Ele me olhou assustado, como se eu nunca tivesse falado com ele antes. Acho que nunca mesmo. Mas ele é quem estava irreconhecível, parecia outra pessoa. E não aquele nerd de cabelos no ombro e aparelho nos dentes. Parecia um homem.

No fim da aula, o corredor estava lotado mas Artur deu um jeito de se aproximar de mim para agradecer. Sua nota estava mesmo errada. Ao final do agradecimento sobrou um olhar sem palavras. Me preocupei se ele sentia o cheiro de cachaça que vinha da minha boca mas ele logo deu continuidade a conversa:

            - E então, você vai para o passeio amanhã?

            - Que passeio? – Questionei, atestando ima incompetência de acompanhar os assuntos relacionados à escola.

- O passeio que ganhamos de prêmio por ter ganhado a gincana da festa junina! Vamos!

- Ahh sim! Acho que vou sim! Vou ver com as meninas se elas vão também!

- Ok! Nos vemos lá então!

No dia seguinte não queria levantar da cama, mas meu telefone tocou muito cedo. Era uma das minhas amigas perguntando quanto eu ia dar para a vaquinha da garrafa de vodka para a gente levar para o clube. Ainda dormindo orientei ela a comprar uma vodka mais barata para dar pra comprar uma carteira de cigarros também. Ela me xingou e falou que ia comprar um derby para mim.

Cheguei atrasada na escola, e o ônibus já estava quase de partida rumo ao clube. Minhas amigas me gritaram pra sentar no fundo e me zoaram quando sentei do lado do Artur para perguntar, discretamente, se ele também queria beber coma gente. Ele falou que ia ser ótimo, mas que não ia beber muito.

Chegamos, sentamos em umas mesas mais afastadas das piscinas movimentadas e misturamos vodka com refrigerante. Quando eu estava fumando lá pelo meu quinto derby e já bem alta de tantos copos, vejo Artur caminhando em nossa direção. Ele alertou pra gente esconder a bebida e se dispersar, pois os professores já estavam desconfiando. Peguei minha bolsa e guardei uma garrafa pela metade e os cigarros. Dispersamos. Minhas amigas foram para a piscina e eu fui esconder a vodka nas churrasqueiras mais escondidas em companhia de Artur.

Quando agachei para esconder a vodka consegui captar o olhar dele em minhas pernas. Podia ter ficado calada, mas aquele olhar tinha tanta vibração que eu podia sentir minhas pernas queimando. Não hesitei novamente! Perguntei:

            -Nunca viu pernas não?

            - Como essas não. – Respondeu ele, me surpreendendo.

            -Então pra que só olhar? – Retruquei puxando sua mão para minha coxa direita e fazendo-o agachar também. Senti sua mão tremer ao me tocar e fechei os olhos quando ele me apertou. Quando abri, ele já estava com a boca bem perto e eu o beijei tirando da posição desconfortável, sentei-o no chão e me encaixei em sua cintura.

            - Eu nunca fiz isso – Ele tomou coragem e disse.

            -Eu sei – disse tirando minha blusa e em seguida a dele. Senti seu pau duro entre as minhas pernas rebolei ainda mais vendo seu rosto se contorcer enquanto puxava meus cabelos e chupava meus mamilos.

E em baixo daquela churrasqueira, levantei rápido tirei meu short enquanto ele empurrava o dele para baixo junto com a cueca e mostrava um belo pinto que nunca tinha sido tocado por ninguém. Eu queria chupá-lo, mas ele disse que era melhor não, se não perderíamos o melhor. Então me encaixei e ouvindo sua respiração profunda, gemi alto. Era inevitável. Movimentei-me mais um pouco em busca de senti-lo dentro de mim e então vi seus olhos apertarem e ele me abraçou forte. Era seu primeiro gozo dentro de uma mulher.

Com muito carinho deixei-o encaixado mais um pouco, abracei e disse que foi ótimo. Levantei, vesti minha calcinha e meu short, sentei-me do lado e acendi um derby. E ele suplicou:

            -Me dá um gole dessa vodka.

Por Mariposa Apaixonada